*Desatino*
Como me acerta o fim de tarde
Está adaga crepuscular do meu desejo
Em enfeitar minha noite com um beijo
De uma amada particular
Qual não se mostra
Além das linhas
Cantada linda
Em versos, amores e prosa.
Coisa rouca está
Em almejar o que se tem alma
Com o desejo de possuir a natureza,
Está coisa ingrata,
Sou condenado à morte
Com palavras de gentileza.
No fim dos versos
Se finda a vida
Deixar-vos-íeis de compor,
Pois que acabe o mundo
Antes que acabe o meu amor.
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Autor:
Paulo Silva (
Offline) - Publicado: 5 de outubro de 2026 06:54
- Categoria: Não classificado
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