Nesses dias que sucedem
a véspera do escárnio
muitos repetem ditos
eloquentes coletivos
ora saudosistas, ora modernistas
sem um minuto sequer
de reflexão para se ver
não se rege por doer
romper a própria casca
adere aos zumbidos
e se emendam em uma casta
acham-se bonitos, embelezados
firmes que são superiores
por estarem estilizados
mesmo que comunguem
no mundo as mesmas dores
passando um tempo muda a moda
os panos requintados
agora requentados
são chamados de trapos
e os corpos nus
outrora puros
carregam hoje
todos os pecados
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Autor:
F. Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 4 de outubro de 2026 09:23
- Comentário do autor sobre o poema: Os panos e seus danos...
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 9
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Damião Rodrigues, Morlock
- Em coleções: Silêncios.

Offline)
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