As nuvens hoje lembram costelas,
escamas, buchadas derramadas
num grande pote de azulada porcelana.
O zumbido do motor a cortar grama lembra um grande inseto em agonia.
As vozes dos meninos a bater bola logo são chamadas para suas tocas.
Este é mais um belo sábado de sonho em postas de carne acinzentada repousando num desencantado vinhadalho.
Tal é a rua sob o surrealismo desse céu.
Tal é o desconforto destas horas.
As nuvens são estranhas, parecem sugerir aos olhos
o que vem dentro das almas.
05/09/2026
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Autor:
Pedro Viegas (
Offline) - Publicado: 2 de outubro de 2026 07:51
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
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