Não tenhamos medo do AMOR
É só um verbo
Há desce dizer
Que é o melhor Verbo
Pois traduz Jesus
Que por ser Verbo
Encarnou e
Amou
A humanidade
Sem medo
Mesmo sabendo o princípio resultado
Seria vilipendiado
Seria cuspido, açoitado
Mas nunca foi um coitado
É maior prova de amor
Se deu pela salvação
De bandidos arrependidos
Mas não de gente falsa com remorso
Que ainda se enforcam sozinhos
No próprio escárnio que lançam
E da lança se valem
Não ame com medo
Se joguem mesmo com dores
Compensa injetar amores
Transforma até quando parece que não
Basta ver o gelo se partindo então
E entender que não há
Dureza eterna contra o amor
Seja de que natureza for
Eu ouso em todas elas
Né lascou às vezes
Mas não morto
Pois o amor genuíno não nos mata
Somente nos trata
E retrata o que o nosso criador
Espera de cada um de nós
Amarmos sem tentar prender
Sem utilizarmos cordas e seus nós...
O Amor é Amável
-
O amor é simples e admirável,
Complexo e inexplicável,
Fogoso e insaciável.
Pode ser invisível ou palpável,
-
Mas é com toda a certeza cultivável.
Quando verdadeiro é durável,
Fortalecido é indestrutível, inquebrável,
Se derradeiro mantêm-se infindável,
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Mas nunca, jamais, intolerável.
Sentimento fino e agradável,
Nele o respeito deve ser respeitável,
Em sua existência, honrado e louvável,
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Dependendo o caso e a ocasião é inadiável.
O amor perfeito é invulnerável,
Não pode tornar-se desagradável,
Ou então degradar-se tornando-se degradável.
-
Resiste aos trejeitos, a avenida do amor é transitável,
Sempre plausível, nunca vaiável,
Terrível é aquele irrecuperável.
Quando em público é observável,
-
O amor inconsciente é inimaginável,
E se amamos quem ama a gente fica inseparável,
Prova de amor é inquestionável,
A palavra transcende; é inominável.
-
Se fosse metal seria inoxidável,
Sendo sincero é insubstituível,
Mas aquele aventureiro é instável.
Quanto mais alto mais intocável,
-
Se for um presente é irrecusável,
Para todos um dia será irremediável,
Em sua nobre presença indispensável,
O amor é amável.
-
[Michel F.M.]
Limitações Vãs
Que é a verdade senão vão espelho,
E muda a cor conforme a luz do dia.
Esse amor que cura na dor o desatino,
Ou virtude e mera fantasia de menino?
Limiar da vida em seu doce percurso,
Só um sopro em meio ao vendaval,
Mundo gira em torno de nós mesmos:
Teatro imenso entre o bem e o mal.
Qual é o homem, desse pó desfeito,
Que em sua linda brisa sonha e erra,
Ou busca luz na sombra da agonia?
Enigmas sob o céu do pensamento,
Finitudes que o tempo lança ao vento,
Deixando a alma infestada de poesia.
- Jorge E. Leal
A família é onde o amor começa.
Depois, o amor é um estranho hábito.
Não é fácil me amar.
Mais difícil: não me amar em segredo.
O amor arde e não promete.
Toda entrega é uma forma elegante de desdém.
Quem ama não é amado...
quem é amado, cansa.
O ódio sobe—e mente.
No Inferno todos são iguais.
Nada nos salva.
Ainda assim,
amo: é a minha revolta sem resistência.
[de Ayalah Verônica]
O Amor é quietude é cuidado
num momento difícil
é estar presente nos pequenos gestos
mesmo que se saiba tudo
sem o cuidado do Amor
não se sabe nada
Dá medo do falso Amor
mas o verdadeiro Amor
nada se teme
Não tenho medo
Amo perdidamente
Meus olhos, minha boca anseiam por este amor
Perdi o medo para ser feliz
Para viver em você
Fazer valer as palavras
Que em outros tempos
Se perderam
Sem medo, vou seguir amando você
By: Shimuel
Sempre tenho medo do amor,
que se ergue como um sol tímido
entre as sombras de memórias traumáticas,
onde a primeira paixão ainda ecoa
como um sussurro no vento,
um perfume que teima em não desaparecer.
Eu só amei duas pessoas,
a primeira foi um soco seco —
aquela porta batendo na sala vazia,
o silêncio pesado de quem não soube amar.
Ainda não me recuperei do golpe,
como se o peito guardasse, em cacos,
o peso exato daquela despedida.
Amar a morte é um ato de desespero,
uma rendição silenciosa ao que passou,
como se deixar de amar a vida
fosse um abrigo seguro.
Mas o amor não é um abrigo:
é um campo aberto
onde florescem as dores e as esperanças.
Não deveria temer o amor.
É na fragilidade que o peito se arma,
e na promessa de um novo encontro
que a vida se renova —
essa insistência teimosa da primavera,
mesmo sob o peso do inverno.
por Morlock
- Autores: Lucita (Pseudónimo, Michel F.M., Jorge E. Leal, Julian Lael, Dodge Leal, Ayalah Berg, Rosangela Rodrigues de Oliveira, Shmuel, Morlock
- Visível: Todos os versos
- Publicado: 2 de outubro de 2026 01:32
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- Categoria: Surrealista
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