Não são sobre pássaros.

judson_kaique

Vagando pelo mundo vasto,

esperando encontrar algo genuíno e verdadeiro,

seria como nadar em mar aberto:

você não conhece a profundidade,

e mesmo assim se arrisca.

 

Milhares de vidas sempre vêm, somem,

mas nunca retornam.

Estamos sós nessa,

além do nosso próprio conforto.

 

Aves solitárias, à espreita e em busca de seu semelhante,

voam para longe, para serem descartadas.

Aves solitárias, assim como natureza-morta,

em lugar nenhum, à busca de companhia.

 

Às vezes, tudo o que ansiamos não vem às nossas mãos,

o amor pode ser tão complexo como um teorema de Pitágoras.

Elas vêm e vão, não há pertencimento algum,

ambas voando livremente, desfrutando sua liberdade.

 

Penas vermelhas, cobres e brancas,

longe de seus ninhos, longe de seus filhotes.

Todos temos um rumo a seguir,

para alguns é alívio, para outros, uma verdadeira prisão.

 

Desfrutando deste vasto mundo azul.

Estamos presos, em tempos de guerra,

não há nada aqui além de destruição.

Penas voando aos ares,

ninguém sabe de onde vêm e para onde vão.

 

O céu pode ser lindo,

a noite, obscura como um diamante negro.

Estamos à beira de um colapso,

quando a terra se partir ao meio.

 

Somos resilientes como uma árvore,

mas frágeis como asas de borboleta

ao sentirem o peso de uma gota d'água.

 

Penas brancas, penas vermelhas,

sumiço constante voando em direções opostas,

sem nunca sentir a doçura do amor.

  • Autor: Tigris_claw (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 30 de setembro de 2026 02:04
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 4
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.


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