No dia em que a melancolia toma conta da minha vida, eu não consigo dizer que não. Escrevo todo desabafo do meu coração, e se a tinta da caneta acabar vou escrever com carvão.
Lembranças vêm e vão, mas são como um furacão, por onde passam deixam rastros de destruição.
Que abalam meu coração, causando em mim grandes torturas. Fazem do meu passado a minha sepultura, e é bem pesada essa leitura, mas são coisas que eu escrevo às escuras no momento em que o delicado silêncio da madrugada fria me perturba.
Em um momento de melancolia até o silêncio da madrugada tem uma melodia, em um momento de melancolia escorreu uma lágrima no rosto enquanto eu escrevia, em um momento de melancolia eu chorava enquanto sorria.
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Autor:
Jezabel (
Offline) - Publicado: 29 de setembro de 2026 20:45
- Categoria: Triste
- Visualizações: 13
- Usuários favoritos deste poema: Jezabel, Morlock, Desconhecido., morte, Jake, Amanda.., Agatha., Michel F.M.

Offline)
Comentários1
Mt bom mesmo...
Uma intensidade visceral incrível. A imagem de "escrever com carvão" quando a tinta acaba e o contraste de "chorar enquanto sorri" mostram que a sua escrita não é apenas técnica, mas uma necessidade de libertação. Você transformou um momento de dor pura em uma poética da sobrevivência. Muito profundo!
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