E andou o homem mal para dentro do bar escuro
solidão sua amiga, digna protetora escudo
"Sou homem enrijecido, pobre abandonado perdido. e pratiquei minha pá de maldades,
carreguei caixões de saudade, de pessoas que matei em memoria,
e enquanto a minha estoria escrita por algum ditador de destino,
eu me observava triste rindo
e me via em gargalhadas, e euforias que não levavam a nada,
e um sabio um dia disse: melhor uma casa em luto do que comemorando em banquete,
mas a sabedoria escondida, não exibi a realidade triste e vazia
bom não é ser durão, sabio ou rei
nem muito menos pobre, largado e como eu mesmo não sei o que é a vida
como aquele sabio escondo em palavras, que nem mesmo terão chance de serem encontradas, enterradas
e como muitos outros bilhares que passaram pela terra e hoje esquecidos
eu como mais um canalha, digo que "é melhor uma casa em festa rodeado de amigos, e mesmo falsos amigos, ainda assim a solidão nossa inimiga, que ternura e brilho no olhar um dia observava menino, e no outro escuridão e odio e qualquer tipo de autodestruição era o que a solidão trará."
não há glamour existencialista, nem filosofia que enfeite a triste vida vazia, onde não existe amor nem companhia.
sem amor, ou amigos para festejar, melhor morrer, por que quando olho no espelho a voz me diz: morto já está.
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Autor:
nekodemos (
Offline) - Publicado: 29 de setembro de 2026 18:03
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Morlock, Michel F.M.

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