Despautério
(Rio Bonito, 29 de dezembro de 2010 – Juliana de Lima)
Que despautério este seu,
Oh príncipe da frialdade!
Por que tantas desoras?
Disparate de frivolidade!
Voltes para as profundas águas
De onde viestes;
leve contigo minhas mágoas
(cousa única que a meus olhos vestes).
Alma pequena, arcana,
Filho do Egito,
imérito ser que a calma afana.
Meu plexo exprime o grito
Perante a dor contingente;
reflexo deste orgulho:
miragem insistente!
© Juliana de Lima, 2010
Todos os direitos reservados.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.