Nasce o homem para viver,
mas depressa aprende a servir.
Estuda, trabalha, envelhece,
e pouco tempo tem para sentir.
Passam-se o tempo devagar,
sempre na mesma obrigação.
Quatro décadas de trabalho
para alcançar o paraíso.
E quando se chega a esse momento,
já o corpo começa a cansar.
Restam talvez uma década a década e meia
para as ambições que se tentam alcançar.
Mas para quê tanta ambição?
Para quê querer sempre mais?
Será vontade verdadeira
ou desejo de agradar aos demais?
Queremos mostrar que somos úteis,
que tivemos algum valor,
como se a vida precisasse
da aprovação presencia a nossa jornada ao redor.
No fundo, o homem pouco mudou.
Por mais que se julgue superior,
procura alimento, abrigo e família,
foge da morte e procura amor.
Quer deixar filhos e memória,
alguma coisa que fique depois.
Talvez seja esse o nosso destino:
viver hoje para amanhã, heróis.
E talvez a mediocridade
não seja coisa para desprezar.
Pois uma vida simples e honesta
também pode bastar.
Nem todos serão grandes homens,
nem todos terão glória ou poder.
Talvez o verdadeiro problema
seja não sabermos simplesmente viver.
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Autor:
Gabriel Reis (
Offline) - Publicado: 29 de setembro de 2026 12:28
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 4
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