Vim até as portas do combate,
e, apesar da luta, não o declaro como inferno.
Certo de que, da coragem, me disseste:
"Lança-te de coração no incerto,
pois o pior é não atravessar".
e, apesar da luta, não o declaro como inferno.
Certo de que, da coragem, me disseste:
"Lança-te de coração no incerto,
pois o pior é não atravessar".
O primeiro golpe foi meu,
o segundo sofri.
Daí por diante, selvageria.
o segundo sofri.
Daí por diante, selvageria.
Um apagão, um clarão, coragem, onde estás?
Ao redor não acho.
"Amiga, me ajuda, volte para que eu levante",
o coração pulsante, acelerado.
Ao redor não acho.
"Amiga, me ajuda, volte para que eu levante",
o coração pulsante, acelerado.
Levanto-me sem a amiga,
sigo pelas batidas que tomo,
pelas batidas que dou,
pelas batidas do meu coração.
sigo pelas batidas que tomo,
pelas batidas que dou,
pelas batidas do meu coração.
Cheguei ao outro lado.
Não me importa se venci;
estou vivo, e o coração desacelera.
A coragem se apresenta.
Não me importa se venci;
estou vivo, e o coração desacelera.
A coragem se apresenta.
— Onde estava? — pergunto.
Ela responde:
— Pulsando no teu coração.
Ela responde:
— Pulsando no teu coração.
por Damião Rodrigues
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Autor:
Damião Rodrigues (
Offline) - Publicado: 29 de setembro de 2026 10:54
- Comentário do autor sobre o poema: A coragem é discreta, por vezes achamos que nos falta, mas ela está lá.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
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