Penso fortemente em escrever cartas para mim mesma, não acho que receberia e se recebesse, o que falariam? Não gosto de cartas de amor, fazem promessas de eternidade; juras falsas e grandes hipérboles. É admirável quando se ama, toca sua alma, contudo, sou desinteressante e desconhecida, almejo sentar ao meu lado e prosear. Queria saber sobre meu "eu"; o que enojo? O que me arrepia? Dores? Sonhos? Eu sei tudo isso, tenho de saber, mas é tão plano, não tem profundidades, sem relevo e depressões. Parado. Parado. Preciso morrer ou viver intensamente, moderação não há de se admirar.
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Autor:
Cora (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 28 de setembro de 2026 21:44
- Comentário do autor sobre o poema: Gosto da forma de escrita. Acho envolvente
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 28
- Usuários favoritos deste poema: Cora, Michel F.M.

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