Penso fortemente em escrever cartas para mim mesma, não acho que receberia e se recebesse, o que falariam? Não gosto de cartas de amor, fazem promessas de eternidade; juras falsas e grandes hipérboles. É admirável quando se ama, toca sua alma, contudo, sou desinteressante e desconhecida, almejo sentar ao meu lado e prosear. Queria saber sobre meu "eu"; o que enojo? O que me arrepia? Dores? Sonhos? Eu sei tudo isso, tenho de saber, mas é tão plano, não tem profundidades, sem relevo e depressões. Parado. Parado. Preciso morrer ou viver intensamente, moderação não há de se admirar.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.