Muros

Ebelac

Ele chegou na cidade e não parava de chover
o ar era denso, lúgubre, de dificil respiração.
Não lembrava de como havia chegado
Nem mesmo como transpassara tamanha escuridão.

Distraiu-se tanto com sua entrada que esqueceu da importante missão
as imensas paredes pareciam grandes costas intrasponíveis, uma visão;
Atraente, misteriosa, caluniosa.
Será que há brechas?

Os muros abraçavam-na estreitamente
Os sentinelas não ousavam sonhar
Mesmo quando o relógio apontou, o sol não raiara
Era tarde demais, ele estava lá.

Ele entrou.

Era possível vê-lo e mesmo assim,
Não se molhou.



  • Autor: Ebelac (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 27 de setembro de 2026 11:44
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 4
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.


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