quão assombrosa
era a detecção, de um
momento extremo
de felicidade.
o reconhecimento
nítido de que aquele estado
de espírito, provavelmente
jamais se repetiria.
a clareza destas
situações tão raras,
que surgem sem explicação,
sem indícios vem e se formam
e de maneira instantânea se vão,
não deixando vestígios.
[Michel F.M.]
Momentos passados são fotografias congeladas
Felizes em suas porções
O mel que anestesia a saudade.
O ruim, abelhas a ferroar a alma.
O acaso é:
contraditório quando desfavorável
E, de certa forma,
previsível quando acontece favorável.
A análise nos rouba
a preciosidade do tempo
Viver à vela,
deixar que tudo aconteça como deve.
Iconoclasta d'Alma
Se é real a dita ou ela não existe?
Por ser mero estado de espírito fugaz,
Que em nossa mente e coração insiste,
E nos propõe esperança tão loquaz.
Se a felicidade é brisa que nos alcança,
Como um sopro leve de ilusão e paz,
E por vezes a mente perde a esperança,
Ou deixa sem rastro o bem que ela nos faz.
São só vestígios na memória em êxtase,
De um riso solto ou canto que ecoou,
No pó da alma que habita a iconostase.
O peito anseia o instante em que aqui estou,
Mistérios que a vã filosofia pese:
Se a dita existe ou se a alma a inventou?
- Jorge E. Leal
VEJO ELA PELA VITRINE
SEU NOME È ALINE
ME PERGUNTO SE TENHO CHANCE
DE TEMOS UM LANCE
MAS ESSA VITRINE EMBAÇADA
JÀ DIZ TUDO
QUE A MINHA FUTURA NAMORADA
NÃO TERÀ OS SEUS LÁBIOS DE VELUDO
Talvez seja esse o mistério:
querer aquilo que não vem,
e ainda assim sorrir
só por ter imaginado alguém.
( MAISA NALAPE)
As vitrines são almas,
Espelhos da face reluzentes.
O brilho do qual te vestistes,
era na verdade tão ausente.
Que importa as luzes que te cercam,
és demasiadamente reflexiva.
Sejas mais do que uma sombra estática,
E teu manequim ganhará vida.
Todo o clímax é passageiro
Por mais que queiramos repetir
Nunca será igual
Momentos de extrema felicidade
Sempre ficará para trás
Como se andássemos num trem
Com trilhos infinitos
Apenas uma vez passaremos
Por aquele momento.
Também nunca sabemos
Que devemos aproveitar
Quando acontece
Pois sempre é derrepente
E nem mesmo pelo instinto
Sentiremos que será diferente.
E aquele momento
Apenas viverá em nosso pensamento.
'Que seja eterno enquanto dure"
Inesquecível Vinícius de Moraes
Se houve momentos de felicidades
Sejam centelhas, ou fagulhas
Se era razão ou era loucura
Se era letal ou era vital
Era só fogo, era mortal...
Para mim
Nem vapor
Nem vitrine
Meu tempo me resume
Eu viraria
Bolha de sabão
Que ao cair no chão
Elimina- se então
Né sinto querendo ser Lucy
Naquele filme
Onde ela se desintegra
E se agrega a todos conhecimento
Ficção ou não
LUCITA quer ser Lucy
Um dia...
Por enquanto não
Tenho coisas para realizar
Não posso também ainda
Virar bola de sabão...
Carecemos dos fachos ofuscantes,
Aqueles que nos protegiam,
De agourentos apreciadores,
Aqueles que nós projetávamos.
Quando nos conformamos ?
Ordinariamente após confrontos.
Nenhum de nós está preparado,
Mas todos estamos prontos.
Para a crença do fanático
Cabe a dúvida do cético,
Venho recepcionar a procissão
De encargos desordenados,
Equilíbrios caóticos,
Não mais hesito em exitar.
Desfila deslumbrante,
Prontamente formidável,
Destilando ferroante,
Tua feminilidade.
Desfila deslumbrante,
Prontamente formidável,
Destilando ferroante,
De maneira irrevogável.
Blindados por bandagens,
Aturdidos em desvantagem.
Nus nós nos defrontávamos.
Exauridos nos conformávamos,
Inibidos, inclinados ao desfiladeiro.
Desfila deslumbrante,
Prontamente formidável,
Ao se decidir.
Destilando ferroante,
Tua feminilidade,
Em formidáveis maneiras
De implodir.
Nus, nós, nos defrontávamos.
[Michel F.M. - Linha (Tênue) Rompida © 2013]
Carma do Soneto
Num mundo onde alguns já se foram, mortos,
E os que restaram, sem rumo caminham,
Devem moeda ao barqueiro as almas,
Pois a lei do retorno o preço cobra.
Para mim, os que vivem já morreram,
No dia que essa farsa foi contada.
Aos inimigos a morte esqueceram:
Saibam que a guerra está declarada!
O tempo trará o fruto de se ver,
Uma vida que é vil, murcha e covarde...
E não adianta chorar ou correr.
Ou colherão o que a maldade aninha,
Diante da justiça que hoje arde.
Plantada sob a face mais mesquinha.
- Jorge E. Leal
A vitrine protege a intocável beleza,De um ser tão puro, natureza inteira.O suspiro em vapor não esconde a realeza,
Que desperta olhares de curiosa maneira.No enorme cubo embaçado, deslumbrante formosura,Encanta e prende quem ousa contemplar.
Ó bela e encantadora, sequestraste minha atenção,E ao respirar na vitrine, ganhaste meu coração.
Nalva Melo(E.S.M)
- Autores: Michel F.M. (Pseudónimo, Guacimar Vieira de Mello Noos, Jorge E. Leal, Julian Lael, Dodge Leal, credence, MAISA NALAPE , Carlos Carrero, Samara A. Ferreira, Con Moisés , Lucita, Nalva Melo
- Visível: Todos os versos
- Finalizado: 28 de setembro de 2026 05:48
- Limite: 12 estrofes
- Convidados: Público (qualquer usuário pode participar)
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 27
- Em coleções: Zumbido Coletivo.

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