Epifanias de um Mito: V

Manoel Reid

E lá estava novamente
O cerne vivo
Paradoxo, convoluto

 

Dilemas aparentes
Dissolvendo-se ao toque
De qualquer esmero

 

Suas mãos eram o cinzel
Sua pele ardendo em chamas
Brancas

 

Epifania
Que me toma
Amor sem fim

 

Um eros conciso
Cristalino
Num tema

 

Meus olhos trincaram
Enlouquecidos, estilhaçados
No advento



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