Às vezes, me pego a pensar
Qual o real motivo da vida?
Alguns dizem que estamos aqui
Para sermos felizes
Mas afinal, o que é a felicidade?
Muitas vezes acreditamos sermos felizes
Mas muitas vezes também estamos tristes
Algumas vezes precisarmos chorar
Para algo que doe se libertar.
Vivemos numa oscilação
Entre tristezas e alegrias
Vibrações baixas e vibrações altas
Quando parece que há um equilíbrio
A montanha das emoções
Nos faz despencar.
São tantas feridas para curar
Algumas nem começaram com a gente
Mas de alguma forma nos dispomos à curar.
Quando temos noção do real
Enfrentamos a tarefa de curar
o que não se pode ver
Na tentativa de diminuir
As oscilações da linha infinita
Que ainda vai percorrer.
E um dia
Alguém vai ter
Mais momentos felizes
No seu viver.
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Autor:
Samara A. Ferreira (
Offline) - Publicado: 24 de setembro de 2026 09:57
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 38
- Usuários favoritos deste poema: Morlock, Michel F.M., Ayalah Verônica Berg, Maximiliano Skol

Offline)
Comentários2
O poema desconstrói a ditadura da felicidade tóxica — a ideia de que devemos estar bem o tempo todo. Validando a tristeza como parte da experiência humana.
Abraços
Gratidão, Shmuel!
Abraços
Sabe, Samara, amei tua poesia... a minha poesia escrevo com um punhal na mão. Esse teu poema é lindo... é a busca pelo equilíbrio e a esperança. Até tive uma imagem na minha cabeça acelerada de nós duas na beira do abismo: eu pulando no abismo, já que é a minha casa, e tu, Samara, tentando construir uma ponte sobre ele.
Gratidão pelo comentário, Verônica!
Já havia percebido isso em suas poesias.
Estar em equilíbrio é um grande desafio.
E essa ponte... Sigo tentando construir.
Abraços
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