Há na beleza calma, um fogo quase oculto,
Insulto; felina de andar puro; e de graça;
Raça no olhar, brilho sutil e rude; um culto.
Tumulto leve e força de selva devassa.
Caça e presa; no rosto há disfarce, sulto
Vulto; instinto selvagem; desejo regaça
Faça noite e faça mata, só para adulto.
Esculto! Diz um caçador sem ameaça.
Abraça em pelo, garra; com um cheiro bruto.
Atributo insigne; voz que faz arruaça.
Traça com as unhas um risco; jeito astuto.
Reduto, na alma de mulher a onça transpassa.
Laça com pintas e pernas; dente absoluto.
Fruto de carne dócil, feroz numa taça.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
Garras misturam,
instinto natural, casa
e sobrevivência
Da série: Haikel’s
-
Autor:
Raquel Ordones (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de setembro de 2026 20:52
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.