SOLIDÃO.

Apegaua




Essa saudade só tua..
faz lembrar me de frases tão vazias..
Onde seus rastros foram vendavais dispersos.
E o meu amor tinha a frescura do linho.
Ainda sinto no tédio.
A dolência de não ter vos esquecida.
Pois se assim o fosse.
Ficaria esparso ao vento toda uma procura.
A angustia do não ter.
Nostalgia que agonia.
Minha trágica solidão.
Apegaua.


Lá vinha ele
Pisando em falso,
Novamente.
Eram mais do que reais
Os teus tropeços.
Alguns chamariam
De hiperrealismo,
O que se passava com ele,
Outros ainda
De um realismo fantástico.
Eram escorregadas doloridas,
Decididas, dignas
De registro e pena.
Mas o lamento
Usado sem moderação,
Não acelera de fato,
A cicatrização
Dos hematomas.
Dúbio e duvidoso,
Ele não sabia explicar
A si mesmo,
Porque não amava
Em mútua intensidade,
Quem com tanto
Zelo e préstimo,
O havia amado
Profundamente.
O homem que se contrapunha
Às tuas próprias razões,
Só podia em tua
Limitada capacidade
De compreender-se,
Amar àqueles que
Nenhum afeto lhe puderam
Conceder.
[Michel F.M.]


Amor que se doa.
Tão leve e solto que entoa.
Como uma rosa no jardim do coração.
Não vive de cobranças e nem de lamentações.
Não se dá por despercebido.
E nem se vangloria de renuncias sorrisos e separações.
Pura poesia que faz calar os que mais querem aparecer.
E aos que jamais foram concedido uma gota se quer.
Não vos foi permitido clamarem.
Se os seus corações são vazios.
E suas vidas atormentadas.
Por não se vivem a perdoarem.
Esqueceram que amar e sublime paixão.
Não sufoca liberta se.
Partilha se compreende.
Saciando a fome e a sede.
Não se nega entrega se.
E se nada disso acontecer retroceda se.
Faça uma reflexão.
Não se de por despercebido.
E nem mudo de ouvido.
Pois o amor não fica por ficar.
Por ser uma energia atuante vibra.
Não se deixe enganar.
Ou se esta.
Ou se deixou passar.
Por Apegaua.


Solidão, solidão, solidão,
bate à porta do meu coração.
Tranco a porta, digo que se vá.
Solidão, solidão, solidão,
já não me importa,
nunca vou lhe abrir.
Vá embora!
Solidão, solidão, solidão,
dia após dia bate,
e já faz tempo
que não abro
meu coração...
Sou só e a solidão.
(Queiroz Francisco)


Estou cercado.
Por todos os lado pela solidão.
Num centro de um vazio.
Que não me permite.
De dar nem que seja um passo.
A procura de paixão.
Por isso que vos peço.
Corra venha me amparar.
Tenho certeza.
Que só o seu amor.
E passível de me aconchegar.
Minha voz já e rouca.
Nem consigo mais andar.
Depressa venha me encontrar.
Antes que seja tarde.
Pois de solidão.
Já não consigo me afastar.
Sr. Apegaua


Dos amores avassaladores
Não restam resquícios,
Dos desastres aterradores e paralisantes
Nenhum sensacionalismo,
-
Para se converter em criação
Poética, com terminologias
Rebuscadas, que fazem o autor
Se passar por alguém, muito
Mais intelectual do que realmente é.
-
Alguns poemas são só
O exercício fútil, canalizado
Pelo péssimo hábito em produzir
-
Trovas contra si mesmo, de um poeta
Cansado demais, para
Dizer algo relevante.
-
[Michel F.M.]


Levantar provas contra si mesmo.
E o fragrante perfeito da hegemonia.
E assim vamos vivendo, nesse mundo de orgia.
Sei que Deus não quer.
Mas a carne e fraca, para que nos contente com um bife só de batatas fritas.
E nem o pecado pode nos fazer frente para uma introspeção.
Fazer o que se todos vivem o vazio.
E poucos são os que estão fora dessa bolha da desunião.
Somos o que somos.
Não irmãos.
Por que quando se vive com feras.
Feras teremos que ser para a defesa própria.
E assim se conta a história.
De pes no chão pois o chinelo se acabou.
Liso e leso vou enganando me que existe alguém a escutar.
Mas se assim não fosse o meu tempo seria vulgar.
Sabe por que?
Quem não tem um amor e sua conta já se findou.
Ou conta história ou vira poeta.
Sr. Apegaua

  • Autores: Apegaua (Pseudónimo, Michel F.M., F. Queiroz
  • Visível: Todos os versos
  • Finalizado: 8 de outubro de 2026 18:00
  • Limite: 15 estrofes
  • Convidados: Público (qualquer usuário pode participar)
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 12


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