Às vezes o medo não grita,
não derruba portas nem muda paisagens.
Apenas senta em silêncio ao nosso lado
e nos convence de que ainda há tempo.
não derruba portas nem muda paisagens.
Apenas senta em silêncio ao nosso lado
e nos convence de que ainda há tempo.
Tempo para dizer depois,
para abraçar depois,
para amar depois.
Como se a vida tivesse o hábito
de esperar por nossas certezas.
para abraçar depois,
para amar depois.
Como se a vida tivesse o hábito
de esperar por nossas certezas.
Enquanto isso, os dias seguem.
Passam pela janela sem fazer alarde,
levando consigo rostos, estações, momentos
que jamais voltarão da mesma forma.
Passam pela janela sem fazer alarde,
levando consigo rostos, estações, momentos
que jamais voltarão da mesma forma.
Há sentimentos que não pedem eternidade,
pedem presença.
Pedem a coragem simples de existir,
antes que a ausência crie raízes
onde antes morava o encontro.
Pedem a coragem simples de existir,
antes que a ausência crie raízes
onde antes morava o encontro.
E um dia compreenderemos que o amor
nunca precisou de promessas grandiosas.
Precisava apenas de um coração disposto
a viver o instante
antes que ele se tornasse lembrança.
nunca precisou de promessas grandiosas.
Precisava apenas de um coração disposto
a viver o instante
antes que ele se tornasse lembrança.
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Autor:
Simone Carvalho (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de setembro de 2026 16:00
- Comentário do autor sobre o poema: Escrevi este poema porque compreendi que o amor não nos pede garantias, apenas coragem. No fim, quase sempre nos arrependemos mais das emoções que não vivemos do que daquelas que ousamos sentir."
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
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