Chuva, ah, chuva, como caí a chuva
Inunda o mundo, acende a minha alma
Cercado da minha própria miséria, não há para onde correr
Queria me desculpar, mas o tempo já passou, quero ser aquele que não para
Pego o meu capacete, visto o elmo, pego a alabarda
O tempo se aproxima, para os meus ossos serem triturados e meu sangue despido
Não há motivos para eu me apavorar, porque estou cansado da situação
Vou pegar a minha cruz e acabar com todos esses demônios
Já é o tempo, penso que já é o tempo, não me pegarão desprevenido
Jogarei o ouro na lama, quebrarei o espelho, destruirei o meu ego
Meu coração ferve, minha alma grita, meus ossos tremem, meu sangue coagula
Minha existência, minha razão, já está no tempo final
A lealdade deveria ser inegociável, junto com a verdade e sinceridade
Mas o sino já bate, descendo pelas escadas e entrando nas cavernas da vida
Afie o machado, derreta o ferro em espadas, não terá a minha covardia
Eu penso que já é tempo, já chegou o meu tempo
Não existe mais aquele covarde, não existe mais aquela fraqueza aparente
Chegou o tempo, não irei vacilar, já chegou o tempo, já chegou o meu tempo...
-
Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de setembro de 2026 15:46
- Comentário do autor sobre o poema: O tempo pode acabar, ninguém saberá quando ou em que momento Ele virá...
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 1
- Usuários favoritos deste poema: LF Text
- Em coleções: Culpa, Melhores poemas.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.