Sem título-1

Letycia Vilma

No crepúsculo da mente se cria algo coerente.

Se apresenta um espetáculo sem palco e sem público.

Cresce um desejo nenhum pouco conveniente.

Banhados por reflexos,quase opacos.

Alimenta o corpo frio que possui a alma quente.

Há algo que pertence ao muito e ao pouco.

A lucidez e o corpo se tornam impotentes.

Seria eu o louco?

Ou algo que ferve,clama e sente.

Há algo que eu não sei,se sei,sei pouco.

Tão pouco que nem me atrevo a criar nome,para aquilo tão atraente.

Pulsante,visceral e fora de alcance.

Por algo se anseia.

Por algo você se permite,se permite apenas se perder e enlouquecer.

Será isso ou melhor seria eu parte do grande show,que se espreita nos becos escuros da alma.

Não penso,apenas ajo,se é que ajo feito gente.

A única linguagem que entendo é aquela que não mente.

Faz parte da graça,da graça de não saber.

O desconhecido não mente,ele omite.

Omissão essa digna de perdão.

Mas eu não tenho tamanha moral equivalente ao mistério persistente.

Então não devo dar perdão.

Apenas me deixo ter o benefício da?

Dúvida.

 

  • Autor: Letycia Vilma (Offline Offline)
  • Publicado: 21 de setembro de 2026 11:44
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 4
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