No crepúsculo da mente se cria algo coerente.
Se apresenta um espetáculo sem palco e sem público.
Cresce um desejo nenhum pouco conveniente.
Banhados por reflexos,quase opacos.
Alimenta o corpo frio que possui a alma quente.
Há algo que pertence ao muito e ao pouco.
A lucidez e o corpo se tornam impotentes.
Seria eu o louco?
Ou algo que ferve,clama e sente.
Há algo que eu não sei,se sei,sei pouco.
Tão pouco que nem me atrevo a criar nome,para aquilo tão atraente.
Pulsante,visceral e fora de alcance.
Por algo se anseia.
Por algo você se permite,se permite apenas se perder e enlouquecer.
Será isso ou melhor seria eu parte do grande show,que se espreita nos becos escuros da alma.
Não penso,apenas ajo,se é que ajo feito gente.
A única linguagem que entendo é aquela que não mente.
Faz parte da graça,da graça de não saber.
O desconhecido não mente,ele omite.
Omissão essa digna de perdão.
Mas eu não tenho tamanha moral equivalente ao mistério persistente.
Então não devo dar perdão.
Apenas me deixo ter o benefício da?
Dúvida.
-
Autor:
Letycia Vilma (
Offline) - Publicado: 21 de setembro de 2026 11:44
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Rafael Bernard

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.