Mão para fora da janela e o vento na cara
A conversa profunda tornou-se rara
Ouça, humana, você é emocionada, então para
Emoções não lhe servem de nada
Deixa a arte para a máquina
Deixa o raciocínio para ela também
Agora é ela quem dita a "verdade"
Produza mais, trabalhe mais, consuma mais
Nem olhe para o cais
Não há mais tempo para mergulhar
Está quente lá fora, feche a janela e ligue o ar
Deixe de esperar
Esperar por alguém queira se aprofundar
Então pare de sentir raiva do que lhe é roubado
Admire o que você vê não o que senti
Vê se coloca na sua mente
Você nasceu para ser explorado
Viver é um mérito inalcançável
Mas não se preocupe lhe forneço, se me pagar
Presentes dopaminérgicos para que continue a caminhar
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Autor:
KByte (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de setembro de 2026 17:09
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Em coleções: A qualquer hora.

Offline)
Comentários1
Uma bela reflexão sobre a realidade dos dias atuais, parabéns ao poeta.
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