Artífice da Palavra

Jorge E. Leal

Julian Lael

Na confraria das rimas faladas,
Comuna dos poemas bem icônicos,
E no clã das poesias que encantam,
No clube de tais versos harmônicos.

Estrofes puras que inspiram mentes,
No círculo de poetas anônimos,
Onde palavras outras, diferentes,
São cantos dados a grandes homônimos.

Uma ode com nobre exaltação,
Soneto feito em métrica exata,
Elegia em sua rica coleção.

Lírico sentimento me delata,
Trova jogada ao ar em fina atração,
Menestreis cantam sua arte inata.

  • Autor: Julian Lael (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 19 de setembro de 2026 13:45
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 3
  • Em coleções: Pra Viver Poesia.
Comentários +

Comentários1

  • Jorge E. Leal

    Se Julian Lael existisse…
    (Coimbra, 1967)
    Se Julian Lael fosse um poeta de nossa época, ele nasceria em Coimbra, no ano de 1967, e se tornaria um tradutor e ensaísta luso-brasileiro amplamente reconhecido no circuito independente de literatura contemporânea por sua busca rigorosa pela simetria formal e pelo resgate das formas clássicas da poesia.
    Caso fosse filho de uma filóloga portuguesa e de um historiador brasileiro, Lael cresceria entre bibliotecas antigas e alfarrabistas em Coimbra, o que moldaria precocemente seu fascínio pela sonoridade das palavras proparoxítonas e pela estrutura dos sonetos decassílabos.
    Se sua escrita fosse analisada pela crítica, seria frequentemente descrita como um "revolucionismo conservador", no qual ele utilizasse o rigor métrico medieval e parnasiano não como um apego ao passado, mas como uma armadura geométrica para conter as angústias do homem moderno.
    Se ele se filiasse esteticamente ao neoclassicismo e à metalinguagem, sua obra investigaria a obsessão do artista pelo fazer poético, transformando o ato de escrever em um ritual quase místico de comunhão e isolamento.
    Caso ele se tornasse membro fundador da Confraria dos Anônimos, esse coletivo de escritores publicaria manifestos e poemas em folhas de cordel e fanzines tipográficos, defendendo o retorno da poesia à sua essência oral e musical.
    Se fôssemos elencar as Principais Características de sua Obra, elas se estruturariam assim:
    Arquitetura do Verso: Um uso obsessivo da métrica clássica (com preferência pelos decassílabos heroicos e sáficos).
    Rimas Esdrúxulas: A exploração minuciosa da sonoridade de palavras proparoxítonas para que criassem efeitos de eco e solenidade.
    Temática Sagrada / Profana: Uma fusão perfeita entre a erudição literária e o sentimento instintivo, inato e visceral.



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