Entre o amor e a morte: Um exílio cruel.
Sempre fomos carne e unha, um do outro;
infelizmente, o nosso ciclo acabou.
Você partiu e eu fiquei
com a dor e a tristeza de não te ter por perto.
Estou vivendo dias de infelicidade,
mas sei que tudo passa
aquilo que se fez um dia vai se desfazer
e o amor que tenho por ti
não se manifestará mais na forma física,
mas ficará guardado nas mais doces memórias.
Peço perdão se algum dia falhei com você.
Peço perdão por não ter te salvado do sofrimento da morte.
Peço perdão por, muitas das vezes, priorizar os meus interesses egoístas:
sou humana, e a minha sina é falhar.
No final, o que me conforta é saber
o quanto você me amou,
o quanto eu te amei
e o quanto eu ainda vou te amar,
apesar do cruel infortúnio da morte.
Na verdade, agora sei que, apesar de tudo,
nunca sabemos a real importância que alguém tem na nossa vida
— até que a morte nos diga com todas as palavras.
Adeus;
depois nos reencontramos em miragens.
~ BXXX ~
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Autor:
BXXX (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de setembro de 2026 10:58
- Comentário do autor sobre o poema: Esta obra traz uma reflexão profunda sobre a dor do luto e o verdadeiro sentido de amar; mostra-nos a importância de nos perdoarmos e reconhecermos que, apesar de tudo, ainda podemos nos reencontrar em “miragens” — num plano que não é físico, mas sim mental e espiritual.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Michel F.M.

Offline)
Comentários1
?Muito bom!
O poema reflete a dor da ausência não apenas como um lamento, mas como um um lugar de reflexão sobre a brevidade dos laços e a permanência do afeto.
Obrigado , fico contente por ter gostado !!
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