Deram-lhe tudo.
O fogo, o dom, a curva exata da cintura.
O mundo de joelhos — e ela em pé.
Não agradeceu.
Há altares que só servem
para se pisar.
Amou.
Não a eles.
A si.
E foi fiel.
Como a lâmina é fiel à própria sede.
O espelho não devolve.
Confirma.
Ela ama.
E é o bastante.
E ninguém mais precisa saber.
A Única Testemunha
de Ayalah Verônica Berg
-
Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de setembro de 2026 08:06
- Comentário do autor sobre o poema: Um poema para ser lido em velórios de ilusões, com um sorriso amargo e nenhum aplauso. –Verônica Berg
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Morlock, Michel F.M.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.