Responsável, formidável, preso com a cavalaria
Coloquei o peso atrás das minhas costas, estou arfando com o ar rarefeito, o peso tão cansativo
E eu tento aliviar o dos outros, mas o meu continua me puxando para dentro do abismo
Eles me disseram, você é tão perfeito para o seu propósito
Mas eu quero que você entenda, estou gelado aqui dentro
Querem te destruir de dentro para fora, tenho me tornado a pedra pontiaguda
Me deixe respirar, me deixe quebrar, me deixe desabar, me deixe arrancar isso de dentro
Porque a armadura já não sai mais, já está cravada na minha pele
Talvez algumas perguntas, o que aconteceu com você?
Só que aprendi a me prender, fui roubado, agora continuo me roubando
Com todos os meus esforços, estive afogando tudo o que senti
Mais outro dia, menos outro dia, eu continuo observando tudo no meio das sombras
Só que entenda, não estou atrás do ouro
Eu sou uma pedra, tão pesada, tão ríspida
Me faça perfeito, me faça utilizável, não me deixe ser descartável
Porque eu ainda acredito em muitas coisas, eu ainda acredito que posso chegar ao limite
Pontiaguda, dentro das margens, dentro da minha insanidade
Eu cravei a minha cruz, quero derramar toda a dor que juntei
Só que eles continuam dizendo, você é tão perfeito, mas não merece, nem será merecedor, me livre da minha armadura...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de setembro de 2026 21:18
- Comentário do autor sobre o poema: Já está na minha pele, difícil tirar...
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 2
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.
- Em coleções: Melancólico, Melhores poemas.

Offline)
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