Preciso demais de mais
de quatro mil e setecentas substâncias tóxicas
para paradoxalmente anestesiar
a fúria do flácido falo do futuro.
Só a vertigem desses muros ásperos
resiste aos pulsos de Alice
Sonhar é mero paliativo
clarão ilusório
manhã sem pétalas
obscuro girassol
O beijo sempre será o mesmo
a íris atormentada denuncia o castigo
Provei do fruto
amanheci alucinado
Legado: a náusea que abrigo.
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Autor:
Francisco Gomes (
Offline) - Publicado: 18 de setembro de 2026 10:04
- Comentário do autor sobre o poema: Este poema faz parte do livro "A aurora no bocejo de um tilacino" (Urutau, 1ª edição, 2024).
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
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