Escrevo para falar de vida e morte
Viver é a constante luta entre o bem e o mal
Chegar aos quarenta e cinco é muita sorte
Sou sincero, convicto, e este sentimento é real
Vivo um relacionamento frustrado, um amor tolhido
Perdi a importância, sou apenas figurante nesta relação
Projeto de vida estagnado, dia a dia sofrido
Por tudo que faço e digo, nada vale a minha opinião
Fala que não me ama, nada em mim importa
Vivo este casamento falido
A saudade de um amor distante este peito corta
Insuportável coração partido
Mais não do que sim, mais errado do que certo
É a vida que levo, sem escolhas, ao relento
Quero te ver de novo, quero te ter por perto
A saudade me leva até você, como as folhas ao vento
Sem beijos, sem toque, sem carícias nem intimidade
Sem diálogos, sem debates, sem ideias, minha sina
Na rotina da vida não acredito mais em felicidade
No céu, a lua e as estrelas me levam até você e me fascina
Hoje não tem o brilho do luar, está nublado
Chove lágrimas por um amor perdido
Agonia no peito de um homem apaixonado
Nostalgia autêntica de algo não vivido
Perdi a inspiração, não consigo mais escrever
Geração quinze segundos de algorítmicos manipuláveis
Os conectados, deprimidos e sem vontade de viver
Quero a natureza das cores, movimentos e sensações palpáveis
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de setembro de 2026 06:59
- Categoria: Gótico
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
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