NÃO SE ENGANE

Carlos Lucena

NÃO SE ENGANE

Não me conte,
porque não sou cabeça.
Sou mente.

Não me comprometa,
não me meta,
porque sou meta.

Não me faça um número,
porque não sou um algarismo.

Eu não existo,
somente não desisto.

Nem na coluna,
nem na linha do seu gráfico.

Não sou um dado,
nem no universo,
nem na amostra,
nem no fenômeno matemático.

Não estou na média,
nem na mediana,
nem na moda.

Agora, posso estar na dispersão,
bem distante
do que se possa imaginar.

Mas o que acontece
é que ninguém pode me contar.

  • Autor: Carlos (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 17 de setembro de 2026 12:30
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.


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