E este supermercado cheio de silêncios:
os carrinhos de compras enfileirados
a mulher falando sozinha no celular
um homem carregando um ramo de flores
como quem segura uma desculpa esfarrapada
e a lua dobrada em quatro no vidro do carro
Eu penso escrever sobre isso
mas o poema se recusa a sair
como se dissesse bem claro:
“deixa o mundo quieto, só hoje”
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Autor:
joaquim cesario de mello (
Offline) - Publicado: 17 de setembro de 2026 06:59
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1

Offline)
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