Poema: Lesburro
No banco da praça, sob o sol estival,
Discutia-se a regra do bem e do mal.
Erguia-se a voz com tamanho rigor,
Ditando verdades de falso doutor.
Discutia-se a regra do bem e do mal.
Erguia-se a voz com tamanho rigor,
Ditando verdades de falso doutor.
Falava de estrelas sem nunca as fitar,
Pensava que a Terra era o centro do mar.
Com pose de sábio, em tom de trovão,
Mudava de ideia a cada jargão.
Pensava que a Terra era o centro do mar.
Com pose de sábio, em tom de trovão,
Mudava de ideia a cada jargão.
Teimoso na fala, solene no andar,
Nenhum argumento o fazia mudar.
Se a lógica vinha mostrar o revés,
Virava a casaca, caía de pés.
Nenhum argumento o fazia mudar.
Se a lógica vinha mostrar o revés,
Virava a casaca, caía de pés.
Na mesa do bar ou na rede social,
Seu eco ecoava qual som triunfal.
A pressa em julgar superava o saber,
Sem tempo ou paciência para ler ou aprender.
Seu eco ecoava qual som triunfal.
A pressa em julgar superava o saber,
Sem tempo ou paciência para ler ou aprender.
E assim vai o mundo, em marcha ou em burro,
Onde quem sabe menos só fala no murro.
Na falta do nexo, no grito que encerra,
O tolo se julga o rei desta terra.
Onde quem sabe menos só fala no murro.
Na falta do nexo, no grito que encerra,
O tolo se julga o rei desta terra.
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Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 16 de setembro de 2026 18:20
- Categoria: Humor
- Visualizações: 3

Offline)
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