Subiu sem saber
o que faria quando chegasse ao céu.
Cada passo acima
apagava um pouco
do homem que começou a subir.
Primeiro a voz,
depois os sonhos,
depois aquele rosto
que ainda sabia sorrir sem motivo.
E quando enfim chegou ao topo,
não encontrou Deus,
nem respostas,
nem sentido.
Só encontrou um espelho.
Por muito tempo ficou olhando,
tentando reconhecer
quem havia conseguido chegar tão longe.
Mas o reflexo
não o reconhecia de volta.
Talvez tenha sido ali
que Agato caiu.
Não do céu,
mas de si mesmo.
E no fundo do abismo
ainda havia alguém olhando para cima.
Só não sabia mais
se queria voltar.
-
Autor:
Um cara qualquer (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de setembro de 2026 22:10
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 0

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.