O Céu que sou

Ultracrepidário

Essas cores não existem.
Eu sei muito bem disso.
Mas, também devo saber,
De que sei o quão reais elas são.

Esse Azul,
Ora Anil, ora lilás, ora vermelho.
Dessas nuvens 
Ora tão magicamente belas,
Ora tão vilanescas.
Ora, ora, ora...

Entregue esses lábios teus
Que de delírio 
Entrego os meus.
Mas não há lábios seus.
Afinal, estes lábios são meus.

E dessa espiral
De matemática infinda
Que embaralha as vísceras;
De entendimentos entendidos pelo entendedor;
De jogos enjoativos 
Que o olho esquerdo propõe ao direito;
Nasce,
O Céu
E, do Céu,
Nasço
E, de mim,
Novamente,
Vem o Céu.




  • Autor: Ultracrepidário (Offline Offline)
  • Publicado: 15 de setembro de 2026 14:59
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 6
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.


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