O amor nos chega
como febre de verão.
Depois,
um silêncio de casa vazia
onde os móveis escurecem
em plena luz.
Amei com o corpo inteiro,
essa fome sem deus,
e vi o fogo comer a própria forma.
Hoje,
resta a cinza —
tão tépida, tão minha,
quase carícia.
Beijo-te ainda
como quem cai do alto,
lúcida do abismo,
e, por enquanto,
insisto.
Queda e Cinza
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de setembro de 2026 07:49
- Comentário do autor sobre o poema: A alegria não passa de ilusão, assim como nossa própria percepção. Em um mundo de sombras e dissolução, a única certeza é a solidão. / Acontece que a presença de uma terceira pessoa ameniza tudo e há a ilusão de que somos amadas. –Ayalah Berg
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Morlock, Michel F.M.

Offline)
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