Mistério da Cruz
O vento carrega o peso do silêncio,
onde a madeira antiga beija o céu.
No cume do mundo, o tempo para,
desfazendo a noite feito um véu.
onde a madeira antiga beija o céu.
No cume do mundo, o tempo para,
desfazendo a noite feito um véu.
Não há grito, apenas o cansaço
de quem carrega o mundo no olhar.
As sombras desenham no solo seco
o desenho exato do verbo amar.
de quem carrega o mundo no olhar.
As sombras desenham no solo seco
o desenho exato do verbo amar.
A seiva do lenho se mistura ao pranto,
o ferro frio abraça a própria vida.
Mistério que a razão humana rejeita:
a cura que brota da carne ferida.
o ferro frio abraça a própria vida.
Mistério que a razão humana rejeita:
a cura que brota da carne ferida.
Dois braços abertos tocam os extremos,
unindo o poente ao amanhecer.
No altar de terra e pedras nuas,
morrer é o único modo de erguer.
unindo o poente ao amanhecer.
No altar de terra e pedras nuas,
morrer é o único modo de erguer.
Resta a moldura contra o infinito,
vazia de corpo, mas cheia de luz.
O enigma do amor que tudo entrega
escrito no silêncio que a cruz traduz.
vazia de corpo, mas cheia de luz.
O enigma do amor que tudo entrega
escrito no silêncio que a cruz traduz.
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Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de setembro de 2026 06:24
- Categoria: Espiritual
- Visualizações: 3
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