Borboletas no quintal
Azuis, rosas e amarelas
Colorem o céu
Dançam por entre um véu.
Borboletas no quintal
Brincam e voam
E sobre as flores repousam
Essas são minhas borboletas
Meus olhos são suas vitrines
E meu coração uma flor
Onde elas possam pousar
Quem as observava ao longe,
Não poderia sequer especular,
Quais temas alimentavam tuas
Acaloradas conversas.
Ao se aproximar de seu idioma
Incompreensível e destituído
De sonoridade, que não possuía
Sílabas ou articulação,
Apenas suas asas num esvoaçar
Persistente emitiam um mínimo
Ruído, infinitesimal perto do
Som barulhento das ocorrências
Imensas, que se alastram
Mundo afora. Que assuntos
Podem interessar criaturas
Tão intrigantes, que fazem da vida
Esta dança descompromissada.
[Michel F.M.]
No meu pé de amora
Havia uma lagarta
Lá ela se alimentava das folhas
E era protegida dos pássaros
Pelo meu heroico gato
Um dia ela sumiu
Danei com meu gato
Não protegeu tua amiga
Passadas algumas semanas
Estava uma borboleta a voar
Em meu quintal
E de vez em quando
Pousava na cabeça do meu gato
As belezas e a sua brevidade
(Francisco Queiroz)
- Autores: Poetisa do amanhã (Pseudónimo, Michel F.M., F. Queiroz
- Visível: Todos os versos
- Finalizado: 29 de setembro de 2026 11:00
- Limite: 10 estrofes
- Convidados: Público (qualquer usuário pode participar)
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 12
- Usuários favoritos deste poema: Samara A. Ferreira

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