Engraçado.
Quando me pego a pensar.
Que em vez de mim foi a vida que passou.
E aquele menino alegre pra onde se escondeu.
Sorridente e tão feliz.
Que jogava amarelinha chutava latas e adorava brincar de bandeirinha.
De uma hora para outra.
Ficou carrancudo e insolente.
Com uma chuva de responsabilidades a o cutucar.
Perdeu a graça.
Agora só coloca sorriso nos cantos da boca.
E mesmo assim ironico.
Bandida de vida.
Que se pudesse.
Trocava um adulto por um menino.
Só para escancarar na boca.
Gostosa de uma risada.
Apegaua
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Autor:
Apegaua (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 14 de setembro de 2026 07:43
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Francisco Queiroz

Offline)
Comentários3
Muito bom!
O poema apresenta um tema clássico da literatura: que é a passagem do tempo e a perda da inocência infantil diante do compromisso da vida adulta. .
Abraços
Bingo, perfeito Mestre poeta Shmuel, gratos por leitura.
Abraços carinhosos dos daqui, para os dai.
Apegaua.
A criança que fomos ou que somos? Pra mim somos todos crianças, os poetas geralmente nunca se afastam disso... Ficou excelente tua poesia, amigo... Uma boa semana para vocês...
Abraços
Obrigado meu Amigo Francisco.
Gostei como brincaste com as palavras no poema em resposta.
Mesclado, Utopia em fiapos.
Quem sabe faz a hora.
Abraços, dos daqui.
Apegaua
SERGIO NEVES - ...rapaz...,...esse teu escrito ficou bom pra caramba! ...retrataste de uma forma pra lá de sensível e sábia o que está no âmago do teu inspirado tema...,...e o "não foi eu que passei pela vida...,...foi a vida que passou por mim..." -que com outras palavras disseste, fixou bem o todo significado do contexto... // ...e eu te digo: -...garanto que não estás sozinho em questionamentos desse tipo...,...eu acho até que eu também me incluo nessa leva... / ..."mataste a pau!" /// Abçs.
Vigi, acho que depois que me relevar, o Amigo poeta ira ficar com o pé atrás.
Então o amigo convidou me para um poema mesclado, estava com a inspiração zerada, pensei o que fazer.
Aprendi com um velho Mestre poeta, para nessas horas debruçar em cima do primeiro poema editado no mesclado.
E ir respondendo frase, por frase, com o que me vier na cabeça, teve frase que escrevi, FRAMENGO 2 Coríntias 1 e fui para frente.
Até consegui o cerne de por um sorriso.
Você com a chave na mão, não tem porta que se feche..
Disse me uma vez, um certo poeta.
Que a inspiração, quando e preguiçosa, precisa se de um tranco.
Por isso que subo para o telhado da casa, com uma garrafa de um bom vinho Chileno, numa das mãos e na outra um prato de sardinha fritas.
Aprendi esse ritual, com um velho poeta aposentado de Goiânia.
Obrigado amigo, li também o seu poema, lá nos mesclado e gostei muito do conteúdo..
Abraço forte dos daqui, para os dai.
Apegaua
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