Emaranhados descompassados,
fragmentos mesclados
dentro de uma mesma persona:
Forma de uma mulher,
silhueta de uma menina.
Ela preencheu as lacunas
com retalhos da
própria carne.
Escondeu queimaduras
de impiedosos amores,
cujas marcas são visíveis.
Sua alma foi desnuda,
e as camadas,
estão todas expostas.
Agora tornou-se fina
como uma seda,
onde se pode olhar
a fragilidade sendo trespassada.
Onde estará, em meio
a tantos lugares,
o seu transbordar?
A sua completude?
Alguém terá
a devida coragem
de desbravar
esta criatura?
Terá a ousadia de
não virar os olhos
ao enxergar as cicatrizes
e, ainda assim,
permanecer?
— Sim, terei! —
disse a si mesma.
Despindo-se de todo o entrelace,
e tendo encontrado a si mesma
dentro de todos aqueles nós,
pode-se ver
em toda a sua totalidade,
reconstruída.
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Autor:
Ymaira Von (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de setembro de 2026 18:32
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2
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