A Mulher, o Minotauro e o Seu Labirinto
Vê, criatura de chifres,
a desgraça que cai sobre nós
nesse ciclo que se repete
milhões de vezes sem fim.
Estamos presos e condenados
a suportar a triste presença um do outro.
Apesar de tudo, permanecemos irados.
Você se prende à ideia de me matar
e eu me farto da minha inteligência —
mas cadê a nossa prudência?
Qual glória iria ganhar?
Se o que resta de mim
é o fio de sabedoria que ainda possuo
e de ti, podre criatura,
resta a força de um sabre.
Estou farta da iniquidade,
de tua ira eu preciso,
e tenho esta premissa como verdade.
Mas seria eu capaz de abandonar
o meu orgulho por um instante?
E te ter como meu companheiro?
Não sei e nunca saberei,
já que acabo de me partir em duas
pelos mesmos chifres
que poderiam me salvar.
~ BXXX ~
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Autor:
BXXX (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 12 de setembro de 2026 12:49
- Comentário do autor sobre o poema: O poema traz a reescritura de um mito grego chamado 'O Minotauro' e integra a presença de uma mulher, permitindo a reflexão sobre o orgulho, a vulnerabilidade humana e a integração da inteligência e do instinto para a libertação. O poema também explora a autossabotagem em decorrência do orgulho e da noção de superioridade.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 1

Offline)
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