Saudades da Infância

Pietro Guilherme Piazera


No brilho suave das tardes passadas,
Ecoam risos de jornadas encantadas,
Memórias guardam o tempo perdido,
Na alma, um sonho nunca esquecido.


Ah! Que nunca morra a criança que vive em mim!
O sonho de plantar as sementes do bem!
Eternamente morar num belo jardim!
O desejo de tocar o céu e ir além!
Como um anjo de luz seria assim!


Nos olhos de criança, o mundo era inteiro,
O coração leve, o sonho verdadeiro.
Mesmo crescendo, não deixo de sonhar,
Pois aquela criança, sempre vai morar.


O riso passou.
Ficou seco.
Toda memória é um dente de leite.
O Diabo é criterioso.
Admiro a paisagem.
Com nojo.
É o que resta.
Sol. Pássaros. Crepúsculo.
Alguém aí em cima
tem senso de humor.
A alma não ouve.
E eu,
com uma calma não rio,
agradeço.
[de Verônica Berg]

  • Autores: O Químico da poesia (Pseudónimo, Flor Mística, milton da costa, Ayalah Berg
  • Visível: Todos os versos
  • Publicado: 10 de setembro de 2026 19:23
  • Limite: 6 estrofes
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  • Comentário do autor sobre o poema: sem nenhum limite, apenas versos que que não fujam do tema. Gratidão e abraço a todos que forem participar!
  • Categoria: Não classificado
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