Eu te lia nos romances dos meus livros.
Eu te via nos filmes de amor que me faziam chorar no final. Eu conhecia a sua existência antes mesmo de conhecer o seu rosto. E, de algum jeito, eu sabia que você existia. Sabia que, em algum lugar desse mundo, havia alguém que entenderia esse meu jeito exagerado de amar, de sentir, de querer bem.
Eu te procurava sem saber que estava te procurando.
Passei tanto tempo achando que sentia demais. Que queria demais. Que me entregava demais. Que talvez houvesse alguma coisa errada nesse meu jeito de amar tão inteiro, tão intenso, tão sem medida. Tentei tantas vezes diminuir o que eu sentia para caber em pessoas que nunca souberam o que fazer com um amor tão grande.
Até você chegar.
E quando você chegou, foi como se eu finalmente tivesse encontrado um lugar onde eu não precisava me explicar.
Eu me enxerguei em você. Me vi nos seus olhos, nas suas palavras, na maneira como você fala sobre sentir, na forma como você cuida, na delicadeza com que você demonstra aquilo que sente. Eu me reconheci em você de um jeito que nunca tinha acontecido antes.
E foi aí que eu entendi.
Talvez a vida não tenha demorado para me dar você. Talvez ela só estivesse esperando o momento certo. Esperando que eu aprendesse algumas coisas, que atravessasse algumas histórias, que entendesse algumas dores, até finalmente colocar você no meu caminho.
Porque você chegou e me ensinou que não havia nada de errado com o meu jeito de amar.
Eu só estava amando as pessoas erradas.
E, de repente, tudo fez sentido.
Todo aquele amor que parecia grande demais encontrou alguém que não teve medo de recebê-lo. Toda aquela vontade de cuidar encontrou alguém que também queria cuidar de mim. Todo aquele sentimento que eu tantas vezes achei que precisava esconder encontrou, finalmente, alguém que não queria que eu diminuísse nada.
Você não me fez sentir que eu amava demais.
Você me fez perceber que, pela primeira vez, eu estava amando alguém que sabia ficar do tamanho do meu amor.
E talvez seja isso que mais me emociona em nós.
Não foi apenas encontrar alguém para amar. Foi encontrar alguém diante de quem eu posso ser exatamente quem eu sou.
Sem precisar medir as palavras.
Sem precisar esconder a saudade.
Sem precisar fingir que não me importo tanto.
Sem precisar transformar sentimentos enormes em pequenas coisas para não assustar ninguém.
Com você, eu não quero ser menos.
Quero ser inteira.
Quero te amar nos dias em que tudo estiver bonito e nos dias em que a vida estiver difícil. Quero conhecer suas versões mais felizes e também aquelas que você ainda tenta esconder. Quero estar nas pequenas coisas, nos detalhes que ninguém percebe, nos abraços demorados, nas conversas que atravessam a madrugada e naquele silêncio confortável de quem não precisa preencher todos os espaços para se sentir perto.
Quero conhecer você de verdade.
Não apenas o homem por quem eu me apaixonei, mas também o homem que você está se tornando, os sonhos que ainda carrega, os medos que quase nunca conta, as coisas que te fazem rir até perder o ar, aquilo que te machuca, aquilo que te acalma.
Quero saber de você.
Quero guardar suas manias, decorar seus jeitos, reconhecer o seu silêncio e saber quando você precisa de um abraço antes mesmo de pedir.
Porque eu não quero apenas viver uma história de amor com você.
Eu quero viver você.
Quero que a nossa história tenha aquelas coisas simples que ninguém coloca nos filmes, mas que, no fim, são justamente as que fazem uma vida valer a pena. Quero dividir preguiça no domingo, escolher o que assistir e acabar não assistindo nada, rir de coisas que só nós dois entendemos, fazer planos absurdos e depois descobrir que alguns deles realmente aconteceram.
Quero ter memórias suficientes para, um dia, olhar para trás e pensar: caramba, nós realmente vivemos tudo isso.
E eu quero que você saiba que, quando eu digo que te amo, não estou falando apenas daquele amor bonito e eufórico que faz o coração acelerar.
Estou falando do amor que escolhe.
Do amor que fica.
Do amor que cuida.
Do amor que olha para alguém e pensa: eu quero construir alguma coisa aqui.
Porque você despertou em mim uma vontade que eu já não sabia que existia.
A vontade de permanecer.
De fazer planos que tenham você dentro.
De imaginar manhãs ao seu lado, noites em que o último rosto que eu vejo antes de dormir seja o seu e aqueles pequenos momentos em que a vida acontece sem que a gente perceba que está construindo uma história.
Eu passei tanto tempo acreditando que precisava encontrar alguém que conseguisse lidar com o meu excesso de sentimento.
E então encontrei você.
E descobri que você não precisa lidar com ele.
Você simplesmente sente também.
E talvez seja por isso que estar com você tenha essa sensação tão estranha e tão bonita de finalmente chegar a algum lugar.
Como se, depois de procurar por tanto tempo, eu pudesse finalmente parar.
Não porque deixei de sonhar.
Mas porque encontrei alguém com quem quero realizar os sonhos.
Você é a parte da história que eu ainda não sabia como escrever.
Aquela que chegou sem aviso, bagunçou todas as páginas e, de repente, fez sentido de tudo que veio antes.
E se alguém me perguntasse hoje se eu ainda acredito naqueles amores dos livros, nos filmes que me faziam chorar, nas histórias que pareciam bonitas demais para serem verdade...
Eu responderia que sim.
Porque agora eu sei que algumas histórias realmente existem.
Eu só precisava viver a minha.
E, de todas as coisas que a vida poderia ter colocado no meu caminho, ainda acho que a mais bonita foi ter colocado você.
Porque eu passei a vida procurando um amor que parecesse com aquilo que eu sentia.
E descobri que ele tinha nome, olhos, voz, abraço e um jeito muito particular de fazer meu coração se sentir em casa.
Descobri você.
E, meu amor, eu espero que você nunca duvide:
eu não quero passar pela vida apenas te amando.
Eu quero passar a vida vivendo esse amor com você.
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Autor:
May Darling (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 8 de setembro de 2026 15:40
- Categoria: Amor
- Visualizações: 5

Offline)
Comentários1
Uma linda declaração de amor.
Abraços,
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