Promessas Úmidas

Francisco Queiroz

Dia de chuva tímida,

O canto da cigarra,

A umidade no ar,

Roupa encolhida a secar,

Como as rugas dos dedos

Ainda molhados,

O cheiro de amaciante

E os recolhidos amantes

A sussurrar, jurar, suspirar.

 

Promessas úmidas

Estalam no fogo,

Um resistindo

Ao outro.

 

...

 

Agora dormem,

Tudo por hoje

Se cumpriu.

  • Autor: Francisco Queiroz (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 7 de setembro de 2026 19:37
  • Comentário do autor sobre o poema: Que cada um sinta o calor e umidade do texto à sua maneira.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 3
  • Usuários favoritos deste poema: Apegaua
  • Em coleções: Naruteza.
Comentários +

Comentários2

  • Apegaua

    Ficou porreta, gostei.
    Bravos.
    Bom como e para cada um sentir a sua maneira
    Acho que a coisa só pega fogo quando os amantes se secam.
    Molhados, resvala e escorrega e ainda por cima tem o perigo de inundação.
    Abraços.
    Apegaua

  • Apegaua

    Estou as voltas novamente com as senhas, se demorar a aparecer e por que deu zebra.
    Meu e-mail.
    [email protected]
    Abraços,
    Apegaua

    • Francisco Queiroz

      Se um dia refizer a senha coloca (esfomeado123), tenho certeza que desse jeito vc não perde mais a senha. Tá anotado aqui na caderneta o teu e-mail...

      Aqui em casa o Fantasma fica só tbm, é só arte, é não de poesia que eu tô falando, dorme o dia todo, quando acorda dá um pico de energia e sai pulando derrubando tudo que tem para ser derrubado... e não adianta nem brigar, ele se acha o dono da casa...

      Abraço amigo, fiquem bem!



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