Especulando cada uma das ilusões,
Colhidas e peneiradas,
Estocadas no celeiro
De nossas suposições.
Quando saturado o armazenamento,
Uma parcela reciclada,
Outra descartada no
Acostamento das decepções.
Algumas poucas singulares que são,
Em tua singularidade
Nada mesmo convencional,
Encontram a profetizada realização.
Ainda que não mais seja um
Entusiasta das rimas e combinações,
Peço aqui perdão, aos leitores e à leitura,
Pois se fizeram elas necessárias,
E abundantemente enjoativas até então.
[B.M.F. Margoni]
"Revisando as velhas gavetas,
Onde papéis amarelados
Conservam promessas quebradas,
Que o tempo transformou
Em meras gavetas de fumaça".
Creto, concreto
Certos objetos
Brinquedos de amar
Amores intensos
Duvidosos sentimentos
Permeiam o teu olhar
Se sonho acordado
Fico tão preocupado
Em dormir e não te ver se aproximar.
By: SHimuel
Parabéns pelo seu dom de poetizar! Ronaldo Spinelli!
E transformo em matéria o que era abstrato,
Tirando das sombras do pensamento
A forma viva de um novo intento,
Onde o sonho se choca com o fato
E o concreto assume seu monumento.
Ao certo o que sonhei
em meu íntimo, foi semente
que amei, mas poderia brotar
mesmo embaixo do concreto?
O frio e o calor o dilatam,
então um dia há de rachar,
e nessa fresta hei de me erguer
e o escuro dos olhos fechados
não há de mais me deter, acordei...
E pelo corte, receberei água e luz,
farei da cova de meus sonhos o alimento
para que eu mesmo possa germinar,
crescer, expandir, me expressar.
(Francisco Queiroz)
- Autores: Michel F.M. (Pseudónimo, Feiticeira, Shmuel, Ronaldo Spinelli, Brendon Leão, Francisco Queiroz
- Visível: Todos os versos
- Finalizado: 7 de setembro de 2026 13:47
- Limite: 6 estrofes
- Convidados: Amigos (usuários da sua lista de amigos podem participar)
- Categoria: Fantástico
- Visualizações: 15
- Em coleções: Zumbido Coletivo.

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