Escuto batidas atrás da porta, mas não consigo ver do outro lado
Já perdi as contas, já perdi a minha linha, já perdi várias coisas
Mas ainda estou aqui, procurando paz, procurando algo para me levantar
Até os pesos eram mais fáceis, mas comecei a ter que carregar pedras
Esmague as esperanças do meu coração, como sempre fez
Mas estou fechando a sua vez, estou colidindo com a sua expectativa
Pode tentar quebrar o meu corpo, a minha alma ainda ficará intacta
Segredos não ditos, agonias aprendidas, céu cinzento, tanta água, tanta solidão
Ainda lembro das palavras, ainda lembro do rosto
Sei do meu fracasso, sei da minha iniquidade, e ainda sim, eu tentei o melhor
Por trás da cortina, por trás das palavras, estou flutuando em dilemas
Silêncio, silêncio, já está ficando tarde, você não pode derramar, terá que aguentar
Lembra do esconderijo? Eu nunca fui encontrado, ironicamente, nunca fui buscado
E a minha artéria aórtica está doendo, enquanto tudo aqui dentro se mistura
Pode tentar chorar, apenas pedras, apenas pedras
Eu perdi aposta, eu perdi a chance, eu perdi os meus sentidos, junto com minhas emoções
Aperte o parafuso, coloque mais carvão, lampejo das brasas
Derretendo toda a dor que você me deu, alimente o fogo, mas não precisava ser assim
Não precisava ser desse jeito, você ao menos entendeu o que fez? O que fez comigo?...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de setembro de 2026 23:52
- Comentário do autor sobre o poema: Certas coisas acabam voltando na minha mente...
- Categoria: Triste
- Visualizações: 0
- Em coleções: Melancólico.

Offline)
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