Rastros na Areia

Givaldo

O branco das espumas flutuantes

Vem de repente, boiando à toa

Junto à canção, que a vaga entoa

Mil vezes, fatigada e extenuante.

Deixei na areia minhas pegadas;

Sem direção, caminhando ao léu

Estendi o olhar entre o mar e o céu

Sob rasantes de aves em revoadas.

 

Da bela morena do mar de Caymmi,

A onda levou os rastros da areia,

Enquanto o encanto do canto da Sereia

Fez o vento soprar os ramos do vime,

Espalhando fibras brancas no ar

Na manhã pueril da primavera

Em que a abelha visita a antera

E um barco singra no azul do mar.

 
  • Autor: Givaldo (Offline Offline)
  • Publicado: 6 de setembro de 2026 23:16
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 3


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