Outrora, nas alturas de um monte solitário,
Sobre polos desolados e águas que dormem sob o gelo,
Tenho velado Polaris desde que o céu era Urano
E vi-a nutrir-se de suas irmãs;
E busquei-lhe, nas nuvens, as estirpes e seus astros;
Enquanto os sóis, irresistíveis e imparáveis,
Se derramam pela neve;
Como outrora, antes dos homens.
Outrora, nas alturas deste monte sem nome,
Contemplei-a através das lentes de um astrônomo morto;
E sob seu fulgor eles apareceram:
Vastos círculos de matéria girando em torno de um vazio,
E no centro deste vazio rodopiava uma vaga estrela
Que cintilava e iluminava a vastidão de incontáveis mundos.
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Autor:
werner (
Offline) - Publicado: 5 de setembro de 2026 19:58
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 3

Offline)
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