Hoje quero despir-te com o pensamento, e amar-te com o corpo!
Desnudar-te peça a peça!
Camisa...
Cinto...
Calça...
C...a...
Fazer cair a tua roupa no chão!
Afasta-la com os pés!
... demoradamente desaperto os botões da tua camisa!
Caiu!
Abri a fivela do teu cinto, sem encontrar o Falo certo...
Demoradamente!
Correr o fecho!
Ajudar a cair as calças!
Sentir o teu sentir, e como reages à minha provocação!
Passar a minha mão por ti, e fazer-te tremer!
Não de frio, mas de tesão!
Quero!
Mas quero muito atrair-te através do pensamento!
Sei que consigo!
Sei que te toco, mesmo ao longe!
Chego a ti facilmente!
Nem o tempo nem a distância existem!
Mas...
Também quero amar-te com o corpo!
Aquele palpável e quente!
Por isso, hoje quero despir-te com o pensamento!
FEITICEIRA
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Autor:
Feiticeira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 5 de setembro de 2026 10:34
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 7

Offline)
Comentários1
Esse texto tem uma sensualidade muito direta, mas o que mais gostei foi justamente a maneira como você transforma a espera em desejo. A sequência das peças de roupa, o “demoradamente”, a distância, a imaginação… tudo vai criando uma tensão que parece aumentar aos poucos.
E “despir-te com o pensamento” é uma imagem muito boa porque resume o poema inteiro: antes do corpo, existe a fantasia. Antes do toque, existe a provocação.
Também gostei do contraste entre o lado quase poético do começo e a linguagem mais crua em alguns momentos. Dá ao texto uma voz muito mais assumida, de alguém que não está apenas sentindo desejo, mas sabe exatamente o que quer provocar no outro.
É um poema de desejo, mas principalmente de antecipação — e acho que é aí que ele fica mais interessante.
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