Solidão, palavra fria a ecoar,
No peito aflito a me sufocar,
Desde o instante em que te perdi,
Meu mundo inteiro desfez-se em ti.
Você era o eixo do meu viver,
A luz que me fazia crescer,
Meus raros instantes de felicidade,
Hoje são sombras de uma saudade.
Saudade amarga que vem ferir,
Que rouba a força de prosseguir,
E a alma chora, cansada, só,
Sem rumo certo, sem ter um nó.
Como ser feliz sem teu calor?
Sem teu abraço, sem teu amor?
Ter-te de novo é sonho distante,
Quase impossível, tão vacilante.
Eis o dilema que em mim persiste,
Esperar o incerto que ainda existe,
Algo que o tempo não quer mostrar,
Nem o destino ousa revelar.
Nas noites longas de insônia e dor,
Busco na sombra vestígios de amor,
Na imensidão fria da escuridão,
Procuro-te em sonho, em ilusão.
O destino, cruel, fez-me abrigar
Numa redoma de não alcançar,
Esperanças frágeis, quase desfeitas,
Promessas mudas, nunca aceitas.
Caminho só, nessa estrada a dois,
Onde o “nós” ficou para depois,
Perdi-me em ti, sem direção,
E busco em mim a reconstrução.
Num labirinto de erros e ais,
De quedas fundas, de tantos “mais”,
Procuro um amor que não venha a falhar,
Um porto seguro para me ancorar.
Preciso de um sol para me aquecer,
Nesta madrugada que insiste em doer,
Iluminar a trilha do meu caminhar,
Pra que meus passos não venham a errar.
Que eu não tropece nas pedras do chão,
Que ferem a alma e o coração,
E não derrubem, com fria razão,
A dignidade de um homem em paixão.
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 5 de setembro de 2026 06:26
- Categoria: Gótico
- Visualizações: 3
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