Olha-me através do desejo, e consegues conquistar-me!
Liberta-me a emoção, e come-me as palavras!
Grita-me silenciosamente, e ouve o ecoar do silêncio a dois!
Tapa-me os olhos, e sente-me nua!
Sussurra-me a pele, e apura-me o desejo!
Emociona-me a Alma, e deseja-me o corpo!
Corpo!
Corpos!
Desejo!
Desejos!
Nada mais, para o subir até onde quisermos, e planar no infinito!
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Autor:
Feiticeira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de setembro de 2026 10:08
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 14
- Usuários favoritos deste poema: Versos Discretos

Offline)
Comentários3
É um poema que brinca muito bem com os sentidos e com o contraste entre silêncio e desejo. A repetição de “Corpo”, “Desejo”, “Corpos”, “Desejos” dá um ritmo quase hipnótico, como se a emoção fosse crescendo verso após verso até perder os limites. E o final, com essa ideia de “planar no infinito”, fecha de um jeito bonito, deixando a sensação de que o desejo ali não é apenas físico, mas também uma espécie de entrega.
Gosto deste canibalismo poético!
Abraços,
SERGIO NEVES - ...minha amiga, o "negócio" aqui tá tão "quente", de uma voluptuosidade tão ardente e intensa, que ao final da leitura a vontade de responder ao teu apelo se torna "imparável"...,...então,...que seja,...-sussurro-te, sim!...quantas mil vezes for preciso sussurrar-te-ei! // (...vou aproveitar esse todo "clima" sussurrante, e transcrever uns versinhos -parte de um escrito meu: - "...Invado com a minha vontade / Por consentida intimidade / Tuas entranhas, tua verdade / E nesse ato a mim guardado / Num gemido sussurrado / Um pleno gozo é consumado..." /// Carinhos.
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