Loucura

Ayalah Verônica Berg

 

Meio espectro, meio mulher — a loucura.
Uma boca do tamanho da noite.
Uma ninfa sem bússola, sem origem,
que se arrasta por ondas de esperança.
 
As mãos da ajuda são inúteis
se essa mulher, no avesso,
vagar por perto,
trazendo a semente do inferno,
o cálice da fúria ardente,
feito de abismos opacos,
de um riso que escorre,
de espelhos, ruínas e prismas.
 
Na hora em que a boca toca o vinho,
numa conversa de vazios,
gastamos pensamentos, desperdiçamos silêncios,
tentando um êxtase fácil.
 
Será que, pela nossa alma,
esse comportamento absurdo
que nos consome
aprenderá a se reinventar
com a elegância que merecemos?
 
 
Loucura  
de Ayalah Verônica Berg 

 

  • Autor: Ayalah Berg (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 31 de agosto de 2026 12:18
  • Comentário do autor sobre o poema: Um pé na sombra e o outro na luz, pareço mel mas sou veneno,  prometo o céu e dou a cruz. –Verônica Berg
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 7
  • Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Morlock, Versos Discretos


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