Dodge Lael
Num belo dia Fafner saiu da toca,
Libertou-se das amarras do ninho,
Entre flores voou livre a minhoca,
Nessa jornada não estava sozinho.
Seguiu o vento, o sol e as estrelas,
Curtindo as sombras dessa floresta,
Sem regras dançou sem contê-las,
Com alegria de viver toda essa festa.
Sem pressa de chegar ao destino final,
Olhou, sentiu e amou cada momento,
Num paradoxo sem explicação moral.
Viajou pelo seu mundo sem lamento,
Transformou seu trajeto num ritual,
E nessa vida entrou com sentimento.
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Autor:
Julian Lael (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 31 de agosto de 2026 06:03
- Comentário do autor sobre o poema: Nota do autor: Na mitologia nórdica, Fafner é o dragão que guarda um tesouro oculto. Na geografia afetiva de Julio Cortázar, Fafner era o nome de sua perua Volkswagen Kombi vermelha, a bordo da qual o autor transformou uma viagem de estrada em um ritual lúdico e surreal. Este poema subverte o peso do mito e celebra a leveza cortazariana, onde até uma minhoca rompe o solo para voar livre, sem regras ou amarras morais.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.
- Em coleções: Pra Viver Poesia.

Offline)
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