Fafner

Jorge E. Leal

Dodge Lael

Num belo dia Fafner saiu da toca,
Libertou-se das amarras do ninho,
Entre flores
voou livre a minhoca,
Nessa jornada não estava sozinho.

Seguiu o vento, o sol e as estrelas,
Curtindo as sombras dessa floresta,
Sem regras dançou sem
contê-las,
Com alegria de viver toda essa festa.

Sem pressa de chegar ao destino final,
Olhou, sentiu e amou cada momento,
Num paradoxo sem explicação moral.

Viajou pelo seu mundo sem lamento,
Transformou seu trajeto num ritual,
E nessa vida entrou com sentimento.

  • Autor: Julian Lael (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 31 de agosto de 2026 06:03
  • Comentário do autor sobre o poema: Nota do autor: Na mitologia nórdica, Fafner é o dragão que guarda um tesouro oculto. Na geografia afetiva de Julio Cortázar, Fafner era o nome de sua perua Volkswagen Kombi vermelha, a bordo da qual o autor transformou uma viagem de estrada em um ritual lúdico e surreal. Este poema subverte o peso do mito e celebra a leveza cortazariana, onde até uma minhoca rompe o solo para voar livre, sem regras ou amarras morais.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 4
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.
  • Em coleções: Pra Viver Poesia.


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